quinta-feira, 10 de abril de 2008

Criar expectativas é sempre ruim?


"Se formos consultar o dicionário, estará lá, de forma bem clara: “expectativa: situação de quem espera a ocorrência de algo, ou sua probabilidade de ocorrência, em determinado momento”. Palavra derivada do substantivo latim ex(s)pectatum, do verbo ex(s)pectáre, significa estar na expectativa de, esperar, desejar, ter esperança. E aí está nossa ruína, nossa perdição: ante um acontecimento criamos expectativa, cultivamos o desejo de que algo seja como gostaríamos que fosse e ficamos ali, esperando, esperando, ansiosos, antevendo coisas, prevendo e antecipando situações, imaginando coisas e mais coisas. E, quando chega o momento do encontro, seja ele qual for, com alguém ou alguma coisa, fato, acontecimento, pronto! Estamos prestes a nos decepcionar, a nos frustrar, a cair das nuvens (o que, segundo Machado de Assis é melhor que cair de um terceiro andar).

A expectativa é uma coisa terrível mesmo. Geralmente, o que acontece é mesmo a decepção. Acabamos esperando demais e depois, levamos o baque. Esperamos demais das pessoas, dos momentos, dos encontros e, principalmente, dos reencontros. Quando pensamos que tudo o que foi vivido, um dia, pode ser vivido novamente. Mas, muitas vezes, a encenação que fazemos na nossa cabeça é muito melhor do que o momento do reencontro. Por vários motivos. A ansiedade da espera, a idealização que fazemos do outro, a mudança inevitável depois de certo tempo, o medo de sermos nós mesmos, dentre vários outros fatores que atrapalham a nossa vida. Aí não tem como não esperar demais e acabar se decepcionando.

Outra situação que gera decepção, frustração é quando, mais uma vez, vivemos momentos de intensa alegria, de entrosamento, de diversão e queremos repetir tudo isso. Idealizamos novos encontros, novos momentos e ficamos com eles apenas na proposta, no imaginário.

Mas tem também um outro lado da expectativa. Quando esperamos de menos. Ou melhor, quando esperamos, digamos, o pior. Isso talvez seja até pior do que a própria decepção pela alta expectativa. Afinal, esperar o pior das pessoas é uma coisa terrível de se sentir. Mas existe. Algumas vezes, achamos que a pessoa vai agir exatamente do jeito (negativo) que pensamos. E é isso que acontece. Neste caso, apesar de não esperar demais da pessoa, dói saber que aconteceu exatamente o que esperamos. É muito ruim perceber que estávamos certos quando preferíamos estar errados. Vai ver as pessoas fazem aquilo que acreditamos que elas vão fazer. E talvez seja por isso que devemos ser mais otimistas, esperar coisas melhores das pessoas.

Para o bem ou para o mal, criar expectativas é sempre ruim. Mas é inevitável. Não tem como não acontecer. Mas o melhor é tentar. Afinal, quando não criamos expectativas, se o que vier for bom, saímos no lucro. Seremos surpreendidos. Se for ruim, já não esperávamos nada mesmo..." Texto roubado de um blog que esqueci qual é, agora... x)


~ O que pensei quando peguei esse texto? Consegui o msn do menino da faculdade, conversei com ele na quarta feira, so que a noite na faculdade não consegui fala com ele pessoalmente.. To com expectativas que a gente possa pelo menos ser amigos, se fosse algo mais ficara melhor.. Hoje fiquei sabendo de uma coisa que num me deixou muito feliz, minha amigaa. e seu namo terminaram,queria ta com ela pra dar uma força e taus..."/ A faculdade num ta me dando tempo de posta como eu queria.. e nem ter ideia legais,to tendo que faze relatorios, estuda pras avaliações, mais enfim sempre sobra um tempo pra passa aqui.. e comenta o post dos meus amigoss.. (pra toma vergonha na cara.rsrs) Vou ficando por aqui, sem saber o dia que postarei de novo.

;*


Geh

2 comentários:

Renan Menezes Cardozo disse...

Ainda bem que você utilizou uma palavra menos cristã como expectativa e não esperança. Embora o problema das duas seja teoricamente uma passividade diante da situação, em qualquer um desses momentos existem preceitos, para não dizer preconceitos, formulando nossos juízos de valores. Ou seja, nós deixamos de fazer algo para pensar e sentir. O concreto não é o mais importante e sim o ideal, diante dessa forma de pensamento.
Pode parecer difícil, mas muito do que fazemos ou pensamos ser natural foi construído um dia por formas de se viver no mundo. Nossa passividade está ligada à religião enquanto nossa teoricidade e pretensões, tanto o neutralidade, como seu oposto está ligado à ciência.
Realmente a não-expectativa ajudaria a evitar depreciações ou decepções futuras, mas assim não poderíamos nem sonhar ou ficar imaginando algo que queremos para nós. Por isso, que tal unir as sensações de uma expectativa planejada e declarada a todas as pessoas, com um misto de ação (eu vou fazer e estou fazendo acontecer).
Se podemos em alguma medida nos chamar de sujeitos no mundo seria interessante poder agir sobre o mesmo, sentindo, premeditando, acertando e errando. Não tem porque haver decepção, se podemos nos esforçar e fazer o melhor possível. Cada coisa ocorre como deveria ter ocorrido, nos podemos nos frustrar ou reinventar.
No meu caso com palavras tão acertadas, decidi me frustrar e iniciar um processo destrutivo. Entretanto são fazes, que fazem parte do meu jeito de ser. Descubra os seus e assuma para si, seja você quem for, com ou sem expectativas, esperança, etc.
Acho que isso não é um comentário e sim uma postagem, só faltou a imagem!
Beijos, até mais!

Renan Menezes Cardozo disse...

Nossa, parece que só eu comento aqui né? Nossas vidas se parecem com aquela cena de faroeste em que só tem o deserto, ramos secos vaondo... essas coisas de fantasma e desero!
Vidas desertas, uma sugestão de título de postagem!